Práticas Integrativas e Complementares: Relatos e Pesquisas Multidisciplinares

Organizadoras:

OLIVEIRA, Fernanda Pimentel de Oliveira
FARIAS, Francisca Lucélia Ribeiro de
LIMA, Maria Raquel da Silva

ISBN: 978-65-87115-07-8 – e-book – pdf
ISBN: 978-65-87429-91-5 – e-book – pdf
ISBN: 978-65-87429-92-2 – papel
Doi: 10.35260/87429915-2021
Ano de publicação: 2021
104 páginas

Como citar:
ABNT: OLIVEIRA, Fernanda Pimentel de Oliveira; FARIAS, Francisca Lucélia Ribeiro de; LIMA, Maria Raquel da Silva. Práticas Integrativas e Complementares: Relatos e Pesquisas Multidisciplinares. Sobral-CE: SertãoCult, 2021..

APA: Oliveira, F. P. O.; Farias, F. L. R.; Lima, M. R. S. Práticas Integrativas e Complementares: Relatos e Pesquisas Multidisciplinares. Sobral-CE: SertãoCult, 2021.

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APRESENTAÇÃO

Nas últimas décadas, houve um crescente estímulo à utilização de práticas alternativas de saúde, as chamadas práticas Integrativas e Complementares – PIC, que se constituem de técnicas advindas da Medicina Tradicional Chinesa Integrativa. As Práticas Integrativas Complementares na atualidade podem e devem ser consideradas um grande avanço para a saúde pública brasileira e mundial. No âmbito da promoção do cuidado, estas práticas, junto à medicina convencional, ampliam as possibilidades de tratar pessoas que já estão com algum tipo de patologia. A medicina científica moderna trabalha essencialmente com a doença, enquanto a abordagem da medicina oriental, ao contrário, busca justamente preservar a globalidade do sujeito e o processo vital e social em geral. Procura a causalidade da doença dentro de um contexto mais amplo, multifatorial e é contrária à hiperespecialização[1]. Resta-nos investigar os modos de articular e integrar os dois saberes. É nessa perspectiva que se inclui esse novo modelo de prevenção de agravos e de doenças, reabilitando e até mesmo curando algumas patologias.

A proximidade com os profissionais, o toque destes durante as atividades, a escuta terapêutica, o silencio produzido durante a meditação, as mãos entrelaçadas nas danças e outras modalidades das PICs promovem o fortalecimento do vínculo entre profissional-paciente, estimula o autoconhecimento, o autocuidado, a corresponsabilidade, além de favorecer troca de experiências. Pode-se afirmar que a expressão de afetos como emoções e sentimentos são importantes para a saúde mental e isso as práticas integrativas trazem à tona.

As PICS são terapias embasadas no olhar para o ser humano como um todo, considerando não só aspectos físicos, como uma dor de cabeça, por exemplo, mas também o que pode estar gerando aquela dor: características emocionais, sociais e psíquicas. São recursos que buscam a prevenção das doenças e a recuperação da saúde a partir do autocuidado, dando ênfase também à escuta acolhedora e ao desenvolvimento de vínculo terapêutico entre a pessoa atendida e o profissional de saúde.

É claro que se faz necessário o conhecimento e a preparação para a aplicações de tais técnicas, mas deve-se enfatizar que essas práticas têm um preço mais acessível à população se comparado aos preços dos medicamentos alopáticos.

As PICs nos fazem aprender uma nova maneira de “fazer” saúde, em uma visão que prega a interdisciplinaridade dos saberes e olhares, somando práticas, conceitos e habilidades.

Essa modalidade descarta por completo o modelo biomédico, pois busca entender o indivíduo como um todo, e não somente por partes. Pois a fragmentação do cuidado dificulta o relacionamento interpessoal, a comunicação e o bom prognóstico do indivíduo. As Organizadoras


[1] TELESI JUNIOR, Emílio. Práticas integrativas e complementares em saúde, uma nova eficácia para o SUS. Estud. av., São Paulo, v. 30, n. 86, p. 99-112, Abr. 2016. Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0103-40142016000100099&lng=en&nrm=iso. Acesso em: 01 Maio 2021. https://doi.org/10.1590/S0103-40142016.00100007.

SUMÁRIO

PRÁTICAS INTEGRATIVAS E COMPLEMENTARES NOS CUIDADOS EM SAÚDE / 33
Fernanda Pimentel de Oliveira
Maria Raquel da Silva Lima

FITOTERAPIA COMO RECURSO DE PROMOÇÃO DA SAÚDE NA ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE / 41
Fernanda Pimentel de Oliveira
Maria Raquel da Silva Lima
Francisca Lucélia Ribeiro de Farias

TERAPIA COMUNITÁRIA COMO FERRAMENTA DE PROMOÇÃO DA SAÚDE MENTAL: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA / 51
Maria Raquel da Silva Lima
Rosângela Gomes dos Santos
Juliana Soares Rodrigues Pinheiro

AVALIAÇÃO DA QUALIDADE DO AÇAFRÃO (CURCUMA LONGA L.) COMERCIALIZADO EM PÓ / 59
Marina dos Santos Oliveira
Valessa Rios Pires
Élida Oliveira de Sousa
Letícia Sales Penha
Levi Fonseca do Amarante
Regina Claudia de Matos Dourado

ESTUDO DE ESTABILIDADE DO GEL DE ROMÃ (PUNICA GRANATUM L.): UM FITOTERÁPICO INDICADO COMO
CICATRIZANTE DE USO BUCAL / 67
Thatiane Christina Frota Catunda Rodrigues de Castro
Sacha Aubrey Alves Rodrigues Santos1 (IC)
Roberta Dalcico
Regina Claudia de Matos Dourado


O EFEITO DA RHODIOLA ROSEA NO TRATAMENTO DE PESSOAS COM DEPRESSÃO E ANSIEDADE: UMA REVISÃO DE LITERATURA / 75
Ana Angélica Romeiro Cardoso
Maria Raquel da Silva Lima
Érika César Alves Teixeira

DANÇAS CIRCULARES SAGRADAS COMO RECURSO TERAPÊUTICO NO TRATAMENTO DO DEPENDENTE QUÍMICO: RELATO DE EXPERIÊNCIA / 87
Francisca Lucélia Ribeiro de Farias

TERAPIA FLORAL E A SUA UTILIZAÇÃO NO CUIDADO DE ENFERMAGEM: RELATO PESSOAL DE TRAJETÓRIA NO PREPARO COMO TERAPEUTA FLORAL / 97
Shirley Bezerra Franklin