Florbela Espanca: a construção erótica, panteísta e saudosista do Alentejo em sua obra

Autora:

FARIAS, Priscilla Freitas de

ISBN: 978-65-87429-87-8 – e-book – pdf
ISBN: 978-65-87429-88-5 – papel
DOI: 10.35260/87429878-2021

Ano de publicação: 2021
172 páginas

Como citar:
ABNT:  FARIAS, Priscilla Freitas de. Florbela Espanca: a construção erótica, panteísta e saudosista do Alentejo em sua obra. Sobral-CE: SertãoCult, 2021.

APA:  Farias, P. F. Florbela Espanca: a construção erótica, panteísta e saudosista do Alentejo em sua obra. Sobral-CE: SertãoCult, 2021.

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APRESENTAÇÃO

Os olhos de um poeta são especiais. Eles permitem enxergar o mundo de um modo diferente da maioria das pessoas, às vezes mais triste, noutras mais bela, mas certamente as cores da vida assumem tom único, apenas superficialmente captado por muitos daqueles que se permitem mergulhar nos versos dessas pessoas especiais.
Florbela Espanca tem destaque no cenário literário português não apenas pela beleza de sua obra, mas pela forma como viveu. Seus versos refletem a intensidade de sua vida, movida por paixões, no sentido puro do termo, que consomem seu portador. E um dos vieses de sua obra é exatamente a reelaboração simbólica de sua terra natal, retratada em sua poesia de forma singular, de certo modo espelhando as ações da autora.
Essa relação é captada de forma magnífica pela historiadora Priscilla Farias, que neste livro compõe mais do que um texto acadêmico, formal, mas uma escrita inspirada e inspiradora, quase uma poesia sem versos. Com competência, guia o olhar do leitor para os detalhes captados apenas nas entrelinhas dos versos de Florbela.
Assim como a poetisa alentejana, Priscilla nos envolve em seu texto, comunicando mais em uma frase do que a maioria dos pesquisadores que a antecederam em capítulos inteiros, tornando seu livro obrigatório para quem tem interesse na trajetória de Florbela Espanca.

SUMÁRIO

PREFÁCIO / 9 – Para uma flor bela
Durval Muniz de Albuquerque Júnior

INTRODUÇÃO / 17

CAPÍTULO I / 25
Os verdes anos de Florbela Espanca: da terra dos sonhos à desilusão

CAPÍTULO II / 43
Dias ensolarados, dias cinzentos: a angústia existencial de Florbela Espanca que se espalha pelos seus quadros poéticos alentejano

CAPÍTULO III / 73
Bela flor que desabrocha das raízes da terra: o canto erótico-saudosista da paisagem alentejana

CAPÍTULO IV / 99
Bem me quer, mal me quer: a flor alentejana rejeitada em Évora

CAPÍTULO V / 129
“Antimodelo feminino”: o lugar de mulher e de autora na sociedade portuguesa

CONSIDERAÇÕES FINAIS / 143

FONTES E REFERÊNCIAS / 153