Práticas Integrativas e Complementares: Relatos e Pesquisas Multidisciplinares

Organizadoras:

OLIVEIRA, Fernanda Pimentel de
FARIAS, Francisca Lucélia Ribeiro de
LIMA, Maria Raquel da Silva

ISBN: 978-85-67960-53-1 – e-book – pdf
ISBN: 978-85-67960-52-4 – papel
Doi: 10.35260/67960531-2021
Ano de publicação: 2021
98 páginas

Como citar:
ABNT: OLIVEIRA, Fernanda Pimentel de Oliveira; FARIAS, Francisca Lucélia Ribeiro de; LIMA, Maria Raquel da Silva. Práticas Integrativas e Complementares: Relatos e Pesquisas Multidisciplinares. Sobral-CE: SertãoCult, 2021..

APA: Oliveira, F. P. O.; Farias, F. L. R.; Lima, M. R. S. Práticas Integrativas e Complementares: Relatos e Pesquisas Multidisciplinares. Sobral-CE: SertãoCult, 2021.

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APRESENTAÇÃO

Nas últimas décadas, houve um crescente estímulo à utilização de práticas alternativas de saúde, as chamadas práticas Integrativas e Complementares – PIC, que se constituem de técnicas advindas da Medicina Tradicional Chinesa Integrativa. As Práticas Integrativas Complementares na atualidade podem e devem ser consideradas um grande avanço para a saúde pública brasileira e mundial. No âmbito da promoção do cuidado, estas práticas, junto à medicina convencional, ampliam as possibilidades de tratar pessoas que já estão com algum tipo de patologia. A medicina científica moderna trabalha essencialmente com a doença, enquanto a abordagem da medicina oriental, ao contrário, busca justamente preservar a globalidade do sujeito e o processo vital e social em geral. Procura a causalidade da doença dentro de um contexto mais amplo, multifatorial e é contrária à hiperespecialização[1]. Resta-nos investigar os modos de articular e integrar os dois saberes. É nessa perspectiva que se inclui esse novo modelo de prevenção de agravos e de doenças, reabilitando e até mesmo curando algumas patologias.

A proximidade com os profissionais, o toque destes durante as atividades, a escuta terapêutica, o silencio produzido durante a meditação, as mãos entrelaçadas nas danças e outras modalidades das PICs promovem o fortalecimento do vínculo entre profissional-paciente, estimula o autoconhecimento, o autocuidado, a corresponsabilidade, além de favorecer troca de experiências. Pode-se afirmar que a expressão de afetos como emoções e sentimentos são importantes para a saúde mental e isso as práticas integrativas trazem à tona.

As PICS são terapias embasadas no olhar para o ser humano como um todo, considerando não só aspectos físicos, como uma dor de cabeça, por exemplo, mas também o que pode estar gerando aquela dor: características emocionais, sociais e psíquicas. São recursos que buscam a prevenção das doenças e a recuperação da saúde a partir do autocuidado, dando ênfase também à escuta acolhedora e ao desenvolvimento de vínculo terapêutico entre a pessoa atendida e o profissional de saúde.

É claro que se faz necessário o conhecimento e a preparação para a aplicações de tais técnicas, mas deve-se enfatizar que essas práticas têm um preço mais acessível à população se comparado aos preços dos medicamentos alopáticos.

As PICs nos fazem aprender uma nova maneira de “fazer” saúde, em uma visão que prega a interdisciplinaridade dos saberes e olhares, somando práticas, conceitos e habilidades.

Essa modalidade descarta por completo o modelo biomédico, pois busca entender o indivíduo como um todo, e não somente por partes. Pois a fragmentação do cuidado dificulta o relacionamento interpessoal, a comunicação e o bom prognóstico do indivíduo.

As Organizadoras


[1] TELESI JUNIOR, Emílio. Práticas integrativas e complementares em saúde, uma nova eficácia para o SUS. Estud. av., São Paulo, v. 30, n. 86, p. 99-112, Abr. 2016. Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0103-40142016000100099&lng=en&nrm=iso. Acesso em: 01 Maio 2021. https://doi.org/10.1590/S0103-40142016.00100007.

SUMÁRIO

PRÁTICAS INTEGRATIVAS E COMPLEMENTARES NOS CUIDADOS EM SAÚDE / 27
Fernanda Pimentel de Oliveira
Maria Raquel da Silva Lima

DOI: 10.35260/67960531p.27-34.2021

FITOTERAPIA COMO RECURSO DE PROMOÇÃO DA SAÚDE NA ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE / 35
Fernanda Pimentel de Oliveira
Maria Raquel da Silva Lima
Francisca Lucélia Ribeiro de Farias

DOI: 10.35260/67960531p.35-43.2021

TERAPIA COMUNITÁRIA COMO FERRAMENTA DE PROMOÇÃO DA SAÚDE MENTAL: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA / 45
Maria Raquel da Silva Lima
Rosângela Gomes dos Santos
Juliana Soares Rodrigues Pinheiro

Juliana Braga Rodrigues de Castro
DOI: 10.35260/67960531p.45-52.2021

AVALIAÇÃO DA QUALIDADE DO AÇAFRÃO (CURCUMA LONGA L.) COMERCIALIZADO EM PÓ / 53
Marina dos Santos Oliveira
Valessa Rios Pires
Élida Oliveira de Sousa
Letícia Sales Penha
Levi Fonseca do Amarante
Regina Claudia de Matos Dourado

DOI: 10.35260/67960531p.53-59.2021

ESTUDO DE ESTABILIDADE DO GEL DE ROMÃ (PUNICA GRANATUM L.): UM FITOTERÁPICO INDICADO COMO CICATRIZANTE DE USO BUCAL / 61
Thatiane Christina Frota Catunda Rodrigues de Castro
Sacha Aubrey Alves Rodrigues Santos

Roberta Dalcico
Regina Claudia de Matos Dourado

DOI: 10.35260/67960531p.61-67.2021

O EFEITO DA RHODIOLA ROSEA NO TRATAMENTO DE PESSOAS COM DEPRESSÃO E ANSIEDADE: UMA REVISÃO DE LITERATURA / 69
Ana Angélica Romeiro Cardoso
Maria Raquel da Silva Lima
Érika César Alves Teixeira

DOI: 10.35260/A50:E5867960531p.69-79.2021

DANÇAS CIRCULARES SAGRADAS COMO RECURSO TERAPÊUTICO NO TRATAMENTO DO DEPENDENTE QUÍMICO: RELATO DE EXPERIÊNCIA / 81
Francisca Lucélia Ribeiro de Farias
DOI: 10.35260/67960531p.81-90.2021

TERAPIA FLORAL E A SUA UTILIZAÇÃO NO CUIDADO DE ENFERMAGEM: RELATO PESSOAL DE TRAJETÓRIA NO PREPARO COMO TERAPEUTA FLORAL / 91
Shirley Bezerra Franklin
DOI: 10.35260/67960531p.91-97.2021