História Política de Sobral: No tempo de Prado e Barreto (1963-96)

Autora:

SILVEIRA, Edvanir Maia da

ISBN: 978-85-67960-49-4 – e-book – pdf
ISBN: 978-85-67960-48-7 – papel
Doi: 10.35260/67960494-2021
Ano de publicação: 2021
292 páginas

Como citar:
ABNT: SILVEIRA, Edvanir Maia da. História Política de Sobral: No tempo de Prado e Barreto (1963-96). Sobral-CE: SertãoCult; Edições UVA, 2021.

APA: Silveira, E. M. História Política de Sobral: No tempo de Prado e Barreto (1963-96). Sobral-CE: SertãoCult; Edições UVA, 2021.

Clique aqui para baixar o e-book

APRESENTAÇÃO

Até o momento do advento do Regime Militar, sentia-se que a atualização institucional e política da Princesa do Norte tinha sido escassa, exceto pela incorporação de uma ou outra inovação introduzida pela caminhada civilizatória geral do país, em consonância com a do mundo. Mas, passados os primeiros anos do governo militar, estabeleceu-se um quadro de desenvolvimento intenso no Brasil, que se convencionou chamar de “milagre brasileiro”. Por algum tempo houve recursos de sobra, que partiam do governo federal em direção aos estados e municípios, disponibilizados em grande medida pelo sistema financeiro internacional, que era o sustento principal das altas taxas de crescimento econômico. Tudo isso acontecia em meio ao poder discricionário constituído em Brasília, que contaminava tudo e todos. Mas os recursos federais não chegavam aos estados e municípios senão por meio de uma ordem política muito bem azeitada, estruturada em torno do partido oficial da ditadura, a ARENA. Nesses anos, a liderança política em Sobral coube a duas famílias eminentes, os Prado e os Barreto, que se adaptaram bem à realidade política nacional, e souberam explorar bem os canais por onde fluíam os recursos. Mais adiante, um terceiro clã, os Ferreira Gomes, passou a disputar o poder municipal, trazendo mais intensidade às disputas políticas. Tal adaptação à realidade política foi de tal monta que, mesmo concorrentes nos pleitos municipais, o mesmo suporte partidário foi utilizado por um e outro, sob a denominação das sublegendas ARENA 1 e ARENA 2, estranha solução política que não foi singular em Sobral, mas Brasil afora.

SUMÁRIO

PREFÁCIO / 9
INTRODUÇÃO / 17

1 A CIDADE E O GOLPE: HISTÓRIA E HISTORIOGRAFIA / 26
1.1 Sobral na Historiografia / 27
1.1.1 Cidade estagnada / 32
1.1.2 Cidade em movimento / 36
1.2 Cultura política na década de 1960 / 38
1.3 Historiografia do golpe de 1964 / 42
1.4 A “Revolução” em Sobral / 47
1.4.1 Prado e Barreto / 52

2 CIDADE PULSANTE: A OPOSIÇÃO À DITADURA MILITAR EM SOBRAL / 87
2.1 A oposição à ditadura no Ceará / 88
2.2 Os “subversivos” em Sobral – a Igreja, os estudantes, os comunistas e os artistas / 98
2.2.1 A Igreja / 98
2.2.2 Os estudantes / 106
2.2.3 Os Comunistas e o MDB / 125
2.2.4 Os artistas – O Festival Mandacaru / 134
2.3 Eles eram subversivos e não sabiam? / 141

3 O PODER DOS “CORONÉIS”: AS TRANSFORMAÇÕES URBANAS EM SOBRAL NA VIGÊNCIA DO REGIME MILITAR / 149
3.1 Os “donos” do poder / 149
3.2 O projeto urbano do regime militar / 154
3.3 A Chefia de Cesário Barreto / 160

3.4 Jerônimo Prado e o “milagre econômico” em Sobral-CE / 167
3.4.1 A criação da Universidade Vale do Acaraú – UVA / 172
3.4.2 O Plano Diretor de 1967 / 176
3.5 O espírito desenvolvimentista / 178
3.5.1 Os Clubes de serviços / 181
3.6 A modernização do espaço urbano – Energia, água, comunicações e habitação / 185
3.6.1 Crescimento sem equidade / 189
3.7 E a crise econômica? / 191
3.8 Os questionamentos ao projeto autoritário / 205

4 A NOVA REPÚBLICA E A SOBREVIVÊNCIA DOS “VELHOS CHEFES” / 213
4.1 Sinais da Nova República em Sobral / 214
4.2 A ascensão dos empresários ao poder do Ceará / 217
4.3 A sobrevivência do projeto tradicional em Sobral / 220

4.3.1 “Uma Princesa sem Príncipe” / 222
4.4 Por outra Sobral / 227
4.4.1 Os partidos de esquerda / 227
4.4.2 Os Ferreira Gomes / 229
4.4.3 Movimento Por uma Nova Sobral / 231
4.5 A aliança Prado e Barreto / 234
4.5.1 As eleições estaduais de 1990 / 237
4.6 A última cartada dos “velhos chefes” / 239
4.6.1 “A Saga de Entra e Sai” / 241
4.6.2 “E Sobral virou Geni…” / 251
4.6.3 “E agora José, para onde…?” / 259
4.7 A sucessão municipal / 265

5 CONSIDERAÇÕES FINAIS / 273
REFERÊNCIAS / 277
FONTES DOCUMENTAIS / 285